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  • Espaço Sete Criativo

Como a rotina pode te ajudar a ser CRIATIVO



É ou não é engraçada a sensação que temos quando ouvimos as palavras “rotina” e “criatividade” na mesma frase?

Parece que tem algo estranho, né? Quando fui convidada a falar sobre isso, no ano passado, também fiquei um tempo tentando entender a relação entre essas duas palavras e de que maneira elas poderiam deixar de ser contrárias e passar a ser complementares. Para isso comecei a estudar um pouco mais sobre criatividade, perceber os diversos contextos em que essa habilidade é necessária e posso afirmar que tudo começa com a sua visão de criatividade. Vamos às duas vertentes mais presentes quando o assunto é auto percepção: Se você é daqueles que acredita que ser criativo é um dom... muito provavelmente vai responder à pergunta: “você é criativo?” com um sonoro NÃO, porque seu parâmetro de comparação vai te levar a olhar para os nomes de quem, na sua percepção, tem esse “dom”: Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Steve Jobs ou algum outro nome que tenha ficado evidente pelos seus “feitos criativos”. E, ao se comparar com esses nomes, talvez você chegará a conclusão de que não tem a menor chance de ser criativo. Agora, se você acredita que ser criativo está relacionado a habilidade de buscar soluções ou percorrer caminhos diferentes do que é considerado habitual ou padrão, talvez você possa começar a rever sua auto percepção, porque encontrar soluções diferentes pode não ser sua especialidade, mas eu tenho certeza de que em algum momento da vida você já foi capaz de propor saídas diferentonas e que funcionaram muito bem, obrigada. Pra ser criativo, pra pensar diferente do padrão, temos que ter um repertório amplo. Isso está em quase todas as bibliografias sobre o tema. Quanto maior for o repertório, maiores serão as chances de mudarmos nosso olhar e fazermos conexões fora do padrão. Até aí, beleza. Mas como se amplia esse tal repertório? Bom... esse é outro ponto bem legal de entender. Geralmente as pessoas se interessam por ler mais ou saber mais sobre temas que estejam mais relacionados às suas áreas de formação. A galera de finanças, lê sobre finanças, economia e afins... A galera de humanas, faz o mesmo. O que acontece é que, dessa forma, o cérebro fica meio que acostumado a fazer o mesmo caminho para as conexões e tende a buscar soluções nos mesmos lugares, afinal, todo o conteúdo consultado para se obter uma resposta é “mais do mesmo”. Agora, imagina que a gente se desafie a consumir conteúdo fora da nossa área de atuação, fora da nossa perspectiva habitual... Que a gente se desafie a ter vivências, experiências, estímulos... não relacionado ao universo que já conhecemos. Imaginou? Pois é... dessa forma estamos ajudando nosso cérebro a buscar outros caminhos... a fazer outras sinapses... e talvez, daí venha o pensamento criativo! Já sei, já sei... você deve estar pensando: mas mal eu tenho tempo pra ler coisas da minha área... em que hora vou ampliar meu repertório? Tchãram... Aí é que entra a rotina! Nem todo mundo sabe, mas dá para automatizar muitos dos processos da vida cotidiana, transforma-los em elementos de simples execução. Os resultados geralmente são positivos, porque ao criarmos rotinas, fazemos com que nosso cérebro economize energia e conseguimos ter tempo livre – isso mesmo! LIVRE – para ampliarmos nosso repertório. Uma das minhas filosofias de vida é: tem coisa que é de gostar e tem coisa que é de fazer. Na minha opinião não tem como só fazer o que gostamos. Sempre vai ter algo chato no meio do legal. E pra termos tempo de fazer o gostamos, o que nos dá prazer ou o que nos ajuda a ter novas perspectivas, temos que garantir que tudo que é de fazer esteja feito. Simples assim! Só vai ter espaço pra criatividade se tiver rotina para as atividades que podem ser padronizadas. Essa rotina ajuda na execução e vai “liberar tempo” para que possamos gastar a energia do nosso cérebro em coisas que de fato necessitem, como por exemplo, resolver problemas de forma criativa. Quer olhar o mundo sob novas perspectivas e não tem tempo? Rotina. Quer ser mais criativo, dedicar um tempo para ampliar seu repertório? Rotina. E aí? Pra você criatividade e rotina ainda são opostos ou são complementares?


Autora:

Vanessa Almada

Pedagoga Especialista em Desenvolvimento Humano e Talent Management

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