Uma abordagem criativa de como a Literatura ‘treina’

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Uma abordagem criativa de como a Literatura ‘treina’

Treinamento e Capacitação. Treinamento-Intervenção, participa inovação, com montagem de Lego, Esporte ou Dança, com Cavalos, Música, viro até instrumento, guitarra ou baterista, um sax na mão e forjamos um trabalho de equipe, Jazz; se não, podemos jogar um tabuleiro, ou cartas, praticamos negociação: War, Banco Imobiliário ou similar, Poker… é o Jogo da Vida ou do Trabalho. Ou então uma dinâmica, Storytelling, um Teatro ou Role Play, eu sou você, você sou eu e assim somos nós a empatia.

São inúmeras as iniciativas de treinamento e desenvolvimento que se encontram por aí; o mercado tem buscado, as pessoas querem, todo mundo quer mudar, tentar, experimentação é a palavra, e hoje pode errar; então tentamos, é ensaio… vivenciamos o novo, o disruptivo, fora da curva, fora da caixa, fora do bumbo, só não vale jogar pedra em avião, que delírio tem limite. 

Pois resultado ainda é mister, o capital essencial, e exitoso é o bem fazer; que não seja repetir, eu-robô sem criação, que ela vem do flutuante, do peculiar never-the-same life que muda dia-a-dia, o Set da existência é Criativo; e o trabalho assim o é. Ou assim precisaria.

Mas são Metas que regulam, gente pronta-mas-nem tanto; pessoas infinita formação, na vigorosa universidade corporativa, oxigênio universal dos Recursos Humanos, aqui dentro temos uma escola!

E agora, com cérebros aerados, neurônios frescos e novas conexões, pingo vira letra e vários são palavras, que de tantas viram páginas a escrever novas histórias, ficções que representam, são espelhos de nós mesmos. 

Na Jornada do herói, eu sou e também você. 

Nas narrativas de ficção encontramos personagens que lideram, que decidem, erram e acertam; alguns tem muita inteligência emocional, outros deprimem, choram, inconformados que são. Muitos empreendem, lutam, orientam e se sacrificam, motivados; outrem nada disso, seguem, mas com respeito, admira e determinação; seja o que forem, reis, mágicos, policiais, bruxos ou princesas mimadas; elfos domésticos, gatos falantes, fidalgos ou viajantes do tempo, protagonistas ou coadjuvantes de algum jeito nos ensinam; e com eles aprendemos. 

A Ficção vira REALidade e o conteúdo das histórias orientação. Se quiser ser D’artagnan uma opção; ou Harry Potter, Hermione, o garoto dos anéis… que seja, o Macaco do Planeta, também. E por que não a Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes…? 

Seja o que for, escolhe e sê; que a literatura aprimora o português, ensina a língua arcaica e dá aulas de história; e ainda melhora o foco, estimula a criatividade, cria laços de amizade, estimula o debate, gera empatia, te tira da caixa, oxigena teu cérebro…

E para começarmos a entender como a Leitura e o Debate podem nos trazer significativos benefícios, vamos abordar um trecho do livro…….. seguido da sua análise…


Grifo: "ELE SE DEU CONTA DE QUE, EM UMA CIDADE, UM HOMEM NÃO PODE VIVER COMO BEM QUER, MAS COMO AS OUTRAS PESSOAS QUEREM."

Ele, no caso, é o nativo caçador soviético Dersu Uzala, imortalizado pelo explorador Vladmir Arseniev na primeira metade do século XVIII em seu clássico e eterno romance homônimo, que a posteriori viraria filme nas mãos de Akira Kurosawa.

Após impagável ajuda ao explorador durante suas incursões ao excruciante leste soviético, e agora velho, debilitado e com pouca visão, Dersu é levado à cidade para viver seus últimos dias longe da severa Taiga Siberiana. Mas, acostumado que está a viver na ‘selva branca’, tem dificuldade em habitar um mundo antagônico ao seu: onde não pode cortar árvores, carregar uma arma a tira colo ou acender uma fogueira no meio da avenida. E conclui, finalmente, “que não pode viver como se quer” e acaba sem querer nos instigando um simples e corrente questionamento: e nós, podemos viver como queremos? Ou temos que viver como as outras pessoas querem?

Civilizamos, portanto, temos que co-habitar, conviver, junto somos. Sem o outro, nem sequer existimos, já diria Walter Hugo Mãe em “A Desumanização” onde sugere o SER, inexistente no espelho. Quanto à forma do existir, o como, como quero, também é questão sensível, suscetível ao outro, pois na semelhança também não se reconhece o alheio.


O caçante então, extravagância não civilizável, retorna à neve, ao Tigre, aos tufões, nevascas e insetos picantes. Opta pelo espelho de si, nega ao outro a dependência do seu ser e debanda. Volta a ser presa da Taiga, nu. Livre da cidade, dos outros, do temos, agora somente a mim; basta.

E essa é também a essência do Tigre, personagem principal dessa narrativa histórica cuja Ficção emoldura uma REALidade extremamente dramática, onde uma Fera-felina insiste em viver como quer… mas esquece que já há humanos adestrados por perto.


Autor

Eurico C. Palazzo

Idealizador do Projeto Ficção na REALidade

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